Catálogos técnicos: ferramentas de divulgação da empresa

Os catálogos técnicos são a porta de entrada da empresa para consumidores que estão em busca de produtos e serviços. Essas publicações reúnem informações importantes sobre tecnologias, benefícios e usos e podem ser a peça-chave na comunicação com os stakeholders.

No catálogo, a empresa pode fazer a descrição detalhada do que oferece, apresentando, inclusive, todos os diferenciais, vantagens e dicas e, importante considerar que a compilação organizada das informações deve ser utilizada para o conhecimento interno. Alinhar a comunicação com os funcionários sobre o que a empresa produz é fundamental para eles realizarem melhor o trabalho.

A produção adequada de um catálogo transmite a mensagem aos clientes de profissionalismo e organização. Empresas com escopo de trabalho bem definido devem apostar nesse meio para divulgar seus produtos e serviços. A Stampa tem uma ampla expertise na produção de catálogos técnicos e indica alguns passos que devem ser seguidos para a correta produção de um catálogo, para começar descreva:

1) O que faz a sua empresa.

2) O que faz o produto ou serviço.

3) O perfil do cliente.

4) Detalhe do conteúdo (especificação técnica, usos, tecnologias, diferenciais do produto e em relação à concorrência)

5) Organize fotos, imagens, desenhos e outras informações úteis à definição do catálogo.

6) Defina qual é o valor do seu investimento.

É muita informação? Chame a equipe da Stampa para ajudar na definição das informações e criação do catálogo. Confira alguns exemplares aqui e aqui.

Anúncios

Bullet journal: uma forma criativa de organizar a rotina

O Carnaval passou, e agora a rotina volta completamente ao normal. Para não se perder nos compromissos e nos planos para o resto do ano, é preciso ter uma agenda atualizada e organizada conforme as datas e objetivos.

Existe uma forma criativa para se planejar: o bullet journal. O sistema foi criado pelo designer Ryder Carroll para registrar as ideias e os trabalhos a realizar. Para fazer o bullet jornal, utilize as páginas de um caderno para inserir o dia e o que precisa ser cumprido. Após, coloque os ícones para indicar o andamento da atividade.

Ryder organizou da seguinte forma:

compromissos

[  ] tarefas

informações importantes

* prioridade

! atenção

concluído

-> adiado

x cancelado

Confira alguns modelos de bullet journal e faça o seu!

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Push notification: mensagem na tela do celular

A ferramenta funciona basicamente com o envio de mensagens que aparecem na tela de entrada do celular. Se despertar o interesse do usuário, ele irá clicar nas notificações e será redirecionado para o aplicativo ou página da marca.

push

As mensagens geralmente contêm os seguintes elementos: imagem, título e o texto. Se usado adequadamente, o método pode gerar um número considerável de cliques. Contudo, é preciso cautela para não provocar a rejeição do seu produto ou serviço ao lotar a tela dos smartphones. Por isso, não envie em excesso e em horário inadequado e não trate o público como homogêneo. A customização e o direcionamento são pontos-chaves do push notification.

Como funciona

Ao instalar determinado aplicativo, o usuário opta por receber ou não as notificações. Caso ele mude de ideia ao longo do tempo, poderá desativá-las nas configurações. Ao contrário do SMS, a mensagem poderá ser personalizada visualmente.

Usuários ativos

De acordo com o infográfico disponibilizado pela Infobase Interativa, a geração nascida após 1982, conhecida como Millennial, é a mais adepta a esse tipo de comunicação. Segundo a pesquisa, 84% respondem, de alguma forma, às notificações, 61% preferem receber cupons e ofertas e 61% tem interesse em receber as ofertas aliadas a programas de fidelidade.

 

E-books: formatos para atrair o leitor digital

A evolução do mundo digital nos permitiu avançar na produção de conteúdo. Há muitos formatos disponíveis, e precisamos identificar o melhor para determinado público e assunto.

Para escolhermos a melhor forma de divulgar um tema, primeiramente devemos entender o público que se quer atingir: ele é mais adepto do impresso ou do digital? Se for do impresso, avalie a possibilidade de produzir informativos, revistas, jornais, encartes ou folders. E, se for do digital, pense em postagens nas redes sociais, newsletters, portais, blogs ou e-books.

Os e-books – como o próprio nome diz – são livros eletrônicos que se adaptam facilmente à tecnologia escolhida pelo leitor – softwares (ex: Adobe Reader) ou dispositivos específicos (ex: Kindle). Podem ser produzidas publicações de diversos tipos, literárias ou informativas, alternando textos com fotos, gráficos e links para vídeos, animações ou galerias de fotografias.

Entre os principais formatos estão o ePub, o PDF e o Mobi.

  • ePub: se adapta e se rediagrama de acordo com o tamanho da tela do tablet. O arquivo não perde a formatação nem separa de forma incorreta as sílabas. Empresas como Apple e a Amazon só aceitam esse tipo de arquivo para comercialização. Se o objetivo é vender para dispositivos móveis menores, como smartphones, o ePub também é uma ótima opção devido à maleabilidade do conteúdo.
  • PDF: o formato PDF é padrão para a distribuição segura de documentos eletrônicos. Qualquer pessoa pode visualizar e imprimir, contudo, não existe a possibilidade de alteração. O formato se adapta a várias plataformas e abre gratuitamente pelo Adobe Reader.
  • Mobi: o mobi é o formato exclusivo da Amazon, desenvolvido para ser lido no Kindle, no navegador Kindle Cloud Reader e em aplicativos, que podem ser instalados em computadores ou dispositivos móveis.

img_0117Experiência comprovada

A equipe da Stampa trabalha com a produção de e-books há bastante tempo, desenvolvendo e aplicando as melhores técnicas para atender as demandas dos clientes e proporcionar mais conforto aos leitores. Na produção, atua com o formato ePub para clientes como Sescoop-RS e Editora Atheneu.

Storytelling: você sabe contar uma boa história?

As boas histórias têm o poder de conquistar a atenção do público, emocionando e envolvendo leitores e espectadores. O storytelling é uma das formas mais eficazes de dar visibilidade à marca e deve ser incorporada nas estratégias de comunicação das empresas como uma ferramenta para atrair clientes.

Separamos cinco dicas para criar uma narrativa inesquecível e chamar a atenção do público alvo:

Analise o que você quer transmitir e enquadre a mensagem que você quer passar dentro de uma narrativa. O público irá se interessar se o assunto for relevante e informativo, não apenas uma propaganda.

Utilize conteúdo multimídia: fotos, vídeos, infográficos, desenhos e animações. Invista no conteúdo visual para atrair os olhos do leitor.

Selecione o tipo de narrativa que você quer contar: herói (uma pessoa normal que se vê no meio de uma aventura e supera os desafios), semelhança (mostrar que a marca entende seus dramas diários), superação (com a marca, você conseguiu ultrapassar as barreiras que impediam seu progresso) etc.

Crie um personagem. Toda a história precisa ter um protagonista, alguém com quem o público se identifique. Um exemplo é o Justino, personagem criado para uma campanha da Loteria Nacional da Espanha. Ele ganhou muitos corações com a história de um senhor que na solidão do seu trabalho como vigia de uma fábrica de manequins descobre formas de ser feliz, interagindo com seus colegas de trabalho por meio dos bonecos. Confira o vídeo.

loteria_madrid_2

Seja sincero, honesto e verdadeiro na sua história. Você precisa incorporar uma ideia válida na narrativa e não apenas criar a campanha para se tornar um viral. No final da história, as pessoas irão associar sua marca ao personagem.

Confira alguns exemplos de storytelling e se inspire!

Dove: retratos da real beleza – algumas mulheres foram convidadas para entrar em uma sala onde havia um desenhista. Ele perguntava questões sobre a aparência delas e elas respondiam com o que achavam. Com base no relato, ele montava um retrato falado. Em seguida, outra pessoa entrava na sala e descrevia a mesma pessoa. Ao final, o resultado era surpreendente.

dove-retratos-da-real-beleza02

Harley Davidson – quem compra a marca não quer somente uma moto, mas todo o estilo de vida. A campanha mostra “a família” a qual o consumidor passaria a fazer parte ao adquirir o veículo. Diversos motoqueiros seguiram o rapaz pela estrada, como se ele fizesse parte de um grupo.

maxresdefault.jpg

Coca Cola: compartilhe uma Coca – ver os nossos nomes ou daqueles que gostamos escritos na lata do produto ativa rapidamente a memória. O consumidor passa a comprar apenas para guardar a lata com seu nome ou para presentear um amigo. A mensagem final é “sentimento de compartilhar”, que é mais importante do que o item em si.

pack_mainline_share_a_coke_01__1_-549612.png

Marketing 3.0: valores para conquistar o cliente

A comunicação evoluiu e o modo de interagir com o consumidor também. As ações de marketing precisam levar em conta muito mais o diálogo com o cliente do que apenas empurrar um produto ou serviço para ele. O convencimento de que é a melhor escolha é essencial para a fidelização. Para tornar a marca uma referência, não basta mais vender os melhores produtos. É preciso, também, investir no relacionamento.

1.0 Marketing do produto

O marketing do produto, ou marketing 1.0, tem por objetivo produzir e massificar. Não há interesse na interação do cliente com a marca, sendo a comunicação de uma via só. As principais propostas das empresas são produzir produtos funcionais e colocá-los à venda, o que demanda do cliente a adaptação dele à empresa e não o contrário. Henry Ford representou bem a época quando disse “o cliente pode ter o carro na cor que quiser, contanto que seja preto”.

2.0 Marketing do consumidor

A próxima fase da comunicação é do marketing 2.0, focado nos interesses do consumidor final. O principal objetivo é reter e satisfazer os clientes, tornando o relacionamento de um-para-um. As empresas passam a se preocupar mais com os interesses do cliente, pois com o avanço da tecnologia ele está exposto a diversas alternativas. A partir desse momento, as linhas começam a se segmentar para atender aos públicos, o que possibilita ao cliente escolher exatamente qual carro, cor e modelo ele deseja. O conceito anterior de Ford ficou ultrapassado.

3.0 Marketing de valor

O momento 3.0 do marketing vem com a ideia de guiar as campanhas por valores e não por produtos ou somente pelo interesse dos consumidores. O principal objetivo é tornar o mundo um lugar melhor de se viver. O cliente é mais do que um simples comprador, ele possui preocupações e aspira por condições melhores de vida. A sustentabilidade é um conceito muito presente, e o consumismo deixa de ser dominante. Nesse momento, a ideia, o conceito e as intenções da empresa agregam valores ao produto.

Você sabe usar o Google Adwords?

Quando se faz uma busca no Google, uma pequena lista com sugestões é oferecida em primeiro plano ao usuário. Esses são os resultados pagos. Os anúncios são sinalizados com uma etiqueta amarela, verde ou vermelha para indicar que não são orgânicos, mas sim selecionados.

ezgif-com-resize

O Google Adwords funciona, de forma resumida, assim: o anunciante paga somente se o usuário clicar no anúncio. Os anúncios são escolhidos pelo Google por meio das palavras-chave definidas previamente na criação da campanha. A ferramenta leva em conta alguns critérios para a avaliação, incluindo o valor definido para cada clique e também a relevância do assunto. Ou seja, não basta investir R$ 100 mil e o conteúdo ser de má qualidade. É preciso aprofundar e tornar os assuntos interessantes.

A Resultados Digitais citou sete passos para colocar uma campanha efetiva no ar, são eles: checklist, brainstorm de pesquisas (escolha uma ou duas ofertas e avalie de que forma o público pesquisaria por elas), estratégia de pesquisa (defina detalhes da campanha – oferta, objetivo, meta, métricas e orçamento), palavras-chave (comece com poucas se o orçamento mensal for baixo), anúncios (elabore temas relevantes para cada grupo de anúncio, a fim de personalizar), acompanhe as conversões e publique a campanha.

Quando publicar nas redes sociais

As redes sociais evoluíram e, com elas, o modo de ficar informado sobre todos os assuntos. A pesquisa “Digital Future Focus Brazil 2015” apontou que os brasileiros gastam 650 horas por mês no mundo virtual, tornando o país líder global no quesito tempo gasto por visita nas redes.

Entre as plataformas mais acessadas estão Facebook, Instagram e Twitter. Você já deve conhecê-las, mas realmente sabe qual é o melhor momento de utilizá-las?

Confira os horários de maior acesso nas três redes:

Facebook

Segunda-feira: 11h às 12h e das 15h às 18h
Terça-feira: 11h às 12h e das 15h às 18h
Quarta-feira: 11h às 13h e das 15h às 19h
Quinta-feira: 11h às 13h e das 14h às 19h
Sexta-feira: 11h às 12h e das 14h às 18h
Sábado: 11h às 15h
Domingo: 20h às 21

Twitter

Segunda-feira: 21h às 0h
Terça-feira: 21h às 0h
Quarta-feira: 21h às 0h
Quinta-feira: 21h às 0h
Sexta-feira: 22h às 0h
Sábado: 21h às 0h
Domingo: 18h às 19h e das 23h às 0h

Instagram

Segunda-feira: 12h às 13h e das 20h às 22h
Terça-feira: 12h às 13h e das 20h às 22h
Quarta-feira: 12h às 13h e das 18h às 22h
Quinta-feira: 11h às 14h e das 20h às 22h
Sexta-feira: 11h às 14h e das 18hh às 21h
Sábado: 11h às 14h
Domingo: 12h às 16h

*Dados extraídos do Sprinklr.

A busca constante por inovar

Eu falo exatamente sobre essas questões da dificuldade que pessoas um pouco mais velhas, conservadoras ou com um mindset analógico têm de entender a possibilidade das mudanças no mundo digital.

O entusiasta das novas tecnologias Marcos Piangers, 35 anos, alia o trabalho ligado à área digital ao modo analógico de viver a vida depois do expediente. Pai de duas filhas, Anita, 10, e Aurora, 3, o catarinense de Florianópolis é formado em jornalismo e trabalha a comunicação jovem de forma transmidiática, buscando levar a mensagem de que há infinitas possibilidades no futuro tecnológico, basta estar preparado para isso.

Piangers começou a atuar em comunicação no ano de 2001 na RBS de Santa Catarina com o programa Na Pilha e, em 2002, passou a fazer parte da Rádio Atlântida. Ele também compôs a equipe da atração Patrola e do Kzuka, braço jovem da emissora. Em 2013, foi convidado a trabalhar na área de digital da Rádio Atlântida. Atualmente, é responsável pela inovação nas emissoras do Grupo RBS e coordena a área digital, de vídeo, branded content e impresso da Rede Atlântida.

Além disso, Piangers realiza palestras sobre criação e novas tecnologias desde 2013. Hoje, possui dois painéis: “Inovação: Uma Espiada no Futuro” e “Criatividade: Fora da Caixa, Dentro da Caixa”. “Estudo muito as transformações que as tecnologias estão causando na nossa sociedade e sou um defensor otimista de empreendedorismo digital”, ressalta. Confira, a seguir, uma entrevista exclusiva com Piangers.

  • Como surgiu o interesse pela tecnologia? Meu interesse por tecnologia vem desde 2001, quando eu comecei a trabalhar na RBS. Desde então, toda a minha comunicação e a minha vida profissional são voltadas para o mundo digital.
  • O estudo sobre inovação e tecnologia é constante? Eu estudo esse tema diariamente, lendo artigos e me envolvendo com players de mídia do mundo todo. Eu sempre tento entender o que eles estão fazendo, quais ferramentas estão usando e quais as tendências para a distribuição de mídia. Produção de conteúdo tem a ver com o momento que a gente está vivendo.
  • Como observa os avanços tecnológicos atuais? Durante 100 anos, construímos indústrias em cima de soluções, mas o que observamos com a chegada da internet, especialmente com o mobile, são novas soluções para problemas antigos. Normalmente, são jovens com um mindset novo, que já nasceram nesse ambiente digital e, consequentemente, possuem ideias digitais. Eu tenho 35 anos e vivi numa época em que ainda não existia internet. Veremos toda uma geração surgindo que vai trazer novas soluções, como aquela primeira que enxergou o mundo sem energia elétrica. Talvez a minha geração e a das pessoas mais velhas do que eu tenham dificuldade para entender o que a internet pode trazer de impacto. Esses jovens já têm o mindset preparado para o momento em que a internet vai mudar tudo, como já vem mudando.
  • Quais são os principais pontos da palestra “Inovação: Uma Espiada no Futuro”?
    Eu falo exatamente sobre essas questões da dificuldade que pessoas um pouco mais velhas, conservadoras ou com um mindset analógico têm de entender a possibilidade das mudanças no mundo digital, em que a distribuição é gratuita e a produção de conteúdo não está mais na mão de poucos. A gente fala muito de disruptores e controladores. Os controladores são essas indústrias estabelecidas que passaram décadas controlando e conquistando espaço. Os disruptores são indústrias muito jovens, ágeis, baratas e com um custo muito baixo de distribuição. Eles ganham tração não com a publicidade, mas com o boca a boca, porque o serviço é muito bom. Focadas no produto, são empresas que não estão nem aí para leis, regulamentações e concorrência. Elas estão ali para a conveniência do usuário. Isso faz delas players com uma vantagem muito grande em um ambiente digital que a gente vive hoje. É sobre isso que eu falo, pincelando o que a gente vai ver em um futuro muito próximo, como inteligência artificial, carros autônomos e, é claro, uma mudança completa nos controladores de mídia.
  • Você participa do The South Southwest (SXSW), um festival de inovação e tecnologia que acontece em Austin, no Texas. O que destacaria do evento? É um evento muito grande, tem cerca de 100 palestras por cada horário. Eu já assisti a palestras do Google, da área de inovação dentro do Facebook, do YouTube, do Al Gore, de chefes de estado, de cientistas e de futuristas. Eu acho importante ir a um evento desses porque, se você vai fazer um curso hoje de um ano focado no digital, provavelmente no final tudo aquilo que você aprendeu no começo mudou. Tendências de aplicativos, de wearables, ingestibles, de inteligência artificial, tudo isso muda de seis em seis meses. Toda a estratégia da sua empresa para competir com esses caras de tecnologia tem também que mudar de seis em seis meses.
  • Quanto ao mercado como um todo, é necessária uma mudança de paradigma para se adaptar ao novo mundo da tecnologia? A tecnologia está esfarelando o valor de muitas commodities. Então, você percebe o Uber, uma empresa mundial, esfarelando o valor de cooperativas de táxis. O mesmo acontece com o Facebook para a distribuição e consumo de mídia. Você vê um player mundial dominando um mercado que antes gerava muito mais emprego e oportunidades. O que a gente precisa é entender que em um futuro muito próximo existirão várias empresas fazendo a mesma coisa. Temos que entender que tecnologia e internet vão passar por todas as áreas que a gente conhece e que, certamente, muitos empregos vão desaparecer e outros vão surgir.
  • As redes sociais estão revolucionando o conceito de comunicação humana? Para onde estão nos levando? Muita gente questiona a qualidade do texto, da interação hoje em dia entre as pessoas, mas o fato é que não há como negar o valor de uma rede mundial de informação e que reúne todas as pessoas ao mesmo tempo por meio de smartphones. É importante que exista a tecnologia e que ela ande para frente. Você pode odiar smartphones e televisão, achar que tudo isso está lhe distanciando da família. Eu acho que é uma atitude muito nobre você dizer não para tudo isso para dar mais valor a sua família. É importante que as pessoas tenham cada vez mais informação e condição de lidar com informação. Eu sou a favor da democratização dos acessos aos meios de comunicação, à produção de conteúdo e à informação. Eu quero que a minha filha saiba de conteúdos, por vezes, avançados, mas é importante que estejamos muito perto das crianças para acompanhar o que elas estão lendo.
  • O uso em excesso de smartphones apresenta um contraponto: aproximar pessoas distantes, mas distanciar pessoas próximas. Como você observa isso? Eu acredito que temos o perigo de chegar a um futuro em que iremos nos comportar como aquelas pessoas retratadas no filme Wall-E, no qual a civilização sujou a Terra com poluição e lixo e, para escapar disso, foi preciso ir para uma nave onde estão gordas, olhando para os seus tablets, assistindo a filmes e tomando milk-shakes. Aquilo, na verdade, é muito próximo do que a gente já vive hoje na frente de telas o tempo todo, jogando videogames, vendo televisão, nos tablets, smartphones e, num futuro muito próximo, ainda com óculos de realidade aumentada. Teremos que nos questionar ainda mais sobre a profundidade dessa imersão na tecnologia. As inovações tecnológicas precisam ser questionadas sempre que evoluem, precisamos dar um passo atrás e é natural que tenhamos medo nesse primeiro momento da tecnologia.
  • Você observa que as marcas que possuem maior proximidade com o cliente via redes sociais possuem um desempenho melhor? Estamos ainda em um momento muito preliminar de entender as redes sociais. Ainda temos essa diferenciação de mídias digitais e mídias tradicionais e de vida virtual e vida real. O que vemos é que cada vez mais estão misturadas e precisaremos ter uma gestão de marca pessoal. A presença virtual tem de ser tratada com mais seriedade por diversas empresas. Vemos cada vez mais startups comprometidas em melhorar o acesso do consumidor comum aos profissionais melhor avaliados. Vamos observar cada vez mais engenheiros, marcas, empresas, arquitetos e médicos dentro de sistemas de avaliação, como vemos hoje avaliação para lugares com o Foursquare e de filmes com o IMDB e o Netflix.
  • Sobre a palestra “Criatividade: Fora da Caixa, Dentro da Caixa”, para você, como fazer as coisas diferentes, de forma dinâmica e inovadora dentro de empresas tradicionais? Percebemos hoje a General Motors investindo meio bilhão de dólares no Lyft, que é um concorrente do Uber, justamente pensando em daqui a dez ou 20 anos. Eles compram participações em startups muito capacitadas para o futuro para que possam se modernizar e se preparar para o que vem por aí. Do ponto de vista profissional, vemos uma ascensão da classe criativa. É cada vez mais importante as pessoas desenvolverem seu lado criativo, visto que os robôs estão tomando conta de todas as áreas mais braçais. Esse é um assunto que vem desde a Revolução Industrial, naquela época em que as máquinas começaram a tomar conta disso. Muitas pessoas foram contra as máquinas, eram os chamados ludistas, e a gente vê hoje em dia os ludistas digitais, pessoas que acreditam que os robôs, a inteligência artificial, as máquinas e as redes sociais vão roubar muitos empregos e acabar com o ganha-pão de muitas famílias. Historicamente, as pessoas mais criativas e os empreendedores conseguem sempre achar caminhos para evitar que as máquinas acabem com a indústria econômica. Há previsão de que a inteligência artificial ultrapasse a inteligência humana em 50 anos.
  • Você tem “gurus” ou referências em relação à criatividade e à inovação? Eu gosto muito do Astro Teller, que comanda a área de inovação do Google; do Elon Musk, empreendedor serial que fez o Paypal e a Tesla e é muito bom na forma de analisar o mercado e olhar para o futuro; do Peter Thiel, um dos primeiros investidores do Facebook; do Gary Vaynerchuk, que do ponto de vista de mídia consegue prever o que vai acontecer muito bem; do Nicholas Negroponte, futurista muito interessante; e do Peter Diamandis, fundador da Singularity, uma escola de inovação do Google em parceria com a Nasa.
  • Como você se vê daqui a 10 anos? Daqui a dez anos eu gostaria muito de ter a experiência de morar fora do Brasil, porque eu tenho muito medo da violência que a gente vive hoje aqui. Gostaria muito de que pessoas como eu, que usam seu esforço criativo e impacto econômico para ajudar outras instituições, pudessem fazer a diferença aqui. Infelizmente, o que eu vejo é que vivemos em um país que tem um funcionamento crônico muito equivocado, de corrupção crônica e de deseducação generalizada. Isso me deixa muito triste. Eu gostaria muito de morar fora do país e dar essa oportunidade para minhas filhas.

O papai é Pop

Marcos Piangers lançou em 2015 o best-seller “O Papai é Pop”, livro que já vendeu mais de 50 mil exemplares e fala sobre a sua maior paixão: ser pai. Piangers cresceu somente com a presença da mãe, o que o apresentou um ponto de vista feminino do mundo e influenciou a escrita do livro. Além disso, foi inspiração o convívio diário com a esposa e suas duas filhas. Apesar de viver cercado de tecnologia, Piangers abriu mão de se manter conectado em casa. Ele disse não ter videogames ou tablets e mantém as filhas distantes do computador, pois isso “tiraria tempo de qualidade” entre a família. A seguir, ele aborda o sucesso alcançado com o livro.

  • Como foi a repercussão do lançamento do livro na sua vida? Como impactou na sua relação com as suas filhas? Nós temos tentado levar as coisas do jeito mais simples possível. Eu tento manter as meninas longe da internet porque pode ser um ambiente bastante nocivo, seja por comentários de pessoas muito malvadas, seja por pessoas que interpretam mal ou que podem de alguma forma chegar nelas de maneira violenta. Ao mesmo tempo, eu sei que é impossível proteger de tudo e tento sempre conversar para entender qual é a visão delas a respeito de tudo isso que está acontecendo. Com muita conversa a gente tenta evoluir.
  • Como você imagina que estará inserida a tecnologia nas relações humanas quando suas filhas estiverem com a sua idade? Eu acredito muito que elas não dirigirão carros, vão poder chamar um Uber ou um Lyft – que trará um carro autônomo. Esse carro a deixará aonde quer que ela esteja ou queira ir de forma segura. Acho que cada um dos carros vai ter uma característica, será possível chamar um carro específico para assistir à televisão, para receber uma massagem, para ouvir rádio ou ter algum tipo de experiência gastronômica. Acredito que vamos ter a inteligência artificial muito evoluída. As máquinas nos ajudando muito a fazer as tarefas do dia a dia. Penso que perderão valor os locais, as fronteiras e que veremos cada vez mais empresas globais atuando. Isso vai fazer com que precisamos ter leis e regulamentação globais. Acredito que a tecnologia vai ganhar cada vez mais força e, quando minhas filhas tiverem 35 anos, a minha idade, eu espero do fundo do meu coração que elas vivam numa sociedade mais igualitária, com igualdade de gênero, de raça e com mais oportunidade para as pessoas que hoje têm poucas ou sofrem algum tipo de preconceito social.

Foto: Cláudio Fonseca.

Matéria produzida pela Stampa e publicada na edição 5 da revista 360° da AMPR Incorporadora.

Leitura na palma da mão

Na correria do dia a dia, ter tempo para ler um livro pode ser muito difícil. Por isso, os e-books estão se tornando febre entre os usuários. Podendo ser acessados em tablets, smartphones e computadores, os livros eletrônicos ganham espaço entre os leitores brasileiros.

Pensando nisso, a Amazon disponibilizou mais de 100 livros gratuitos e em português para download no site. “As Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “A Pianista”, de Machado de Assis, estão entre as obras que podem ser baixadas sem custos.

Confira, abaixo, outros seis sites para fazer o download gratuito de livros.

Saraiva – A livraria disponibiliza 145 títulos para download. Basta se cadastrar no site, fazer o download do aplicativo Saraiva Digital Reader, escolher o livro e clicar em comprar. No caso dos e-books gratuitos, o valor R$ 0,00 aparecerá.

Machado de Assis – Uma parceria entre o MEC e o Portal Domínio Público reuniu contos, romances, poesias e crônicas do autor em um só lugar. O material pode ser baixado de forma gratuita no site.

Biblioteca Mundial Digital – Conta com um vasto arquivo histórico, desde obras como “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, até imagens da Princesa Isabel, filha de Dom Pedro II. O site também oferece diversos arquivos em vários idiomas, como bielorrusso e o bósnio.

Project Gutenberg – O projeto Gutenberg tem mais de 50.000 obras gratuitas, porém todas são em inglês.

Unesp Aberta – Disponibiliza material pedagógico gratuito e foi desenvolvido para os cursos da instituição.

Domínio Público – Oferece clássicos da literatura brasileira e do mundo. Há pelo menos 350 obras para download.