Nova ferramenta do Facebook transformará fotos em obras de arte

O Facebook testa na Irlanda uma nova ferramenta para as fotos publicadas na rede social. O Style Transfer irá analisar as imagens e aplicar efeitos para transformá-las em verdadeiras obras de arte.

Já existe um aplicativo capaz de fazer isso, o Prisma. Ele, porém, demora algum tempo para processar a imagem e modificá-la. No Facebook, parte do processamento será nos servidores da plataforma, o que torna a ação mais rápida. Ainda não foi divulgada uma data para o serviço ser disponibilizado no Brasil.

Confira o vídeo publicado pela rede social sobre a novidade.

Storytelling: você sabe contar uma boa história?

As boas histórias têm o poder de conquistar a atenção do público, emocionando e envolvendo leitores e espectadores. O storytelling é uma das formas mais eficazes de dar visibilidade à marca e deve ser incorporada nas estratégias de comunicação das empresas como uma ferramenta para atrair clientes.

Separamos cinco dicas para criar uma narrativa inesquecível e chamar a atenção do público alvo:

Analise o que você quer transmitir e enquadre a mensagem que você quer passar dentro de uma narrativa. O público irá se interessar se o assunto for relevante e informativo, não apenas uma propaganda.

Utilize conteúdo multimídia: fotos, vídeos, infográficos, desenhos e animações. Invista no conteúdo visual para atrair os olhos do leitor.

Selecione o tipo de narrativa que você quer contar: herói (uma pessoa normal que se vê no meio de uma aventura e supera os desafios), semelhança (mostrar que a marca entende seus dramas diários), superação (com a marca, você conseguiu ultrapassar as barreiras que impediam seu progresso) etc.

Crie um personagem. Toda a história precisa ter um protagonista, alguém com quem o público se identifique. Um exemplo é o Justino, personagem criado para uma campanha da Loteria Nacional da Espanha. Ele ganhou muitos corações com a história de um senhor que na solidão do seu trabalho como vigia de uma fábrica de manequins descobre formas de ser feliz, interagindo com seus colegas de trabalho por meio dos bonecos. Confira o vídeo.

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Seja sincero, honesto e verdadeiro na sua história. Você precisa incorporar uma ideia válida na narrativa e não apenas criar a campanha para se tornar um viral. No final da história, as pessoas irão associar sua marca ao personagem.

Confira alguns exemplos de storytelling e se inspire!

Dove: retratos da real beleza – algumas mulheres foram convidadas para entrar em uma sala onde havia um desenhista. Ele perguntava questões sobre a aparência delas e elas respondiam com o que achavam. Com base no relato, ele montava um retrato falado. Em seguida, outra pessoa entrava na sala e descrevia a mesma pessoa. Ao final, o resultado era surpreendente.

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Harley Davidson – quem compra a marca não quer somente uma moto, mas todo o estilo de vida. A campanha mostra “a família” a qual o consumidor passaria a fazer parte ao adquirir o veículo. Diversos motoqueiros seguiram o rapaz pela estrada, como se ele fizesse parte de um grupo.

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Coca Cola: compartilhe uma Coca – ver os nossos nomes ou daqueles que gostamos escritos na lata do produto ativa rapidamente a memória. O consumidor passa a comprar apenas para guardar a lata com seu nome ou para presentear um amigo. A mensagem final é “sentimento de compartilhar”, que é mais importante do que o item em si.

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Marketing 3.0: valores para conquistar o cliente

A comunicação evoluiu e o modo de interagir com o consumidor também. As ações de marketing precisam levar em conta muito mais o diálogo com o cliente do que apenas empurrar um produto ou serviço para ele. O convencimento de que é a melhor escolha é essencial para a fidelização. Para tornar a marca uma referência, não basta mais vender os melhores produtos. É preciso, também, investir no relacionamento.

1.0 Marketing do produto

O marketing do produto, ou marketing 1.0, tem por objetivo produzir e massificar. Não há interesse na interação do cliente com a marca, sendo a comunicação de uma via só. As principais propostas das empresas são produzir produtos funcionais e colocá-los à venda, o que demanda do cliente a adaptação dele à empresa e não o contrário. Henry Ford representou bem a época quando disse “o cliente pode ter o carro na cor que quiser, contanto que seja preto”.

2.0 Marketing do consumidor

A próxima fase da comunicação é do marketing 2.0, focado nos interesses do consumidor final. O principal objetivo é reter e satisfazer os clientes, tornando o relacionamento de um-para-um. As empresas passam a se preocupar mais com os interesses do cliente, pois com o avanço da tecnologia ele está exposto a diversas alternativas. A partir desse momento, as linhas começam a se segmentar para atender aos públicos, o que possibilita ao cliente escolher exatamente qual carro, cor e modelo ele deseja. O conceito anterior de Ford ficou ultrapassado.

3.0 Marketing de valor

O momento 3.0 do marketing vem com a ideia de guiar as campanhas por valores e não por produtos ou somente pelo interesse dos consumidores. O principal objetivo é tornar o mundo um lugar melhor de se viver. O cliente é mais do que um simples comprador, ele possui preocupações e aspira por condições melhores de vida. A sustentabilidade é um conceito muito presente, e o consumismo deixa de ser dominante. Nesse momento, a ideia, o conceito e as intenções da empresa agregam valores ao produto.

Dez dicas valiosas para utilizar o Photoshop

No design faz parte da rotina utilizar ferramentas para manipular imagens, como Photoshop ou Illustrator. Existem alguns macetes que ajudam os usuários a fazerem o trabalho de forma mais simples e ágil. Separamos dez dicas para você aplicar quando for utilizar o Photoshop:

  • Encontrar o centro de um documento: Na barra de ferramentas, vá em “visualizar” e clique na opção “novo layout de guias”. Após, defina o número dois para colunas e dois para linhas. Clique no menu “predefinição” e escolha a opção “salvar predefinição”. Dê um nome e salve.
  • Mudar a cor de um objeto rapidamente: Para trocar a cor de um objeto, abra uma imagem qualquer, crie uma nova camada e com a ferramenta “Pincel”, pinte uma nova cor sobre a superfície. Mude o modo de mesclagem da camada para matiz ou cor.
  • Corrigir o alinhamento de fotos: Pressione a tecla L do teclado para selecionar a ferramenta “régua”. Crie uma linha que acompanhe o horizonte da imagem. Após, clique no botão “corrigir camada” para arrumar o alinhamento.
  • Fazer navegação speedy: Para se mover em torno da imagem e dar zoom in e zoom out mais rapidamente, use o atalho: cmd/ctrl + para aumentar o zoom; cmd/ctrl e – para diminuir o zoom. Segure a barra de espaço para acessar rapidamente a ferramenta “mão” e arrastar a imagem.
  • Usar o Gamut Warning para identificar cores fora da impressão: Para começar, você precisa saber o que é um gamut. Gamut é uma paleta de cores exibidas (RGB) ou impressas (CMYK) por determinada tecnologia. Para imprimir, é preciso converter todas as cores para CMYK. Para verificar se está tudo coreto, vá em “visualizar”, “configuração de prova”. Selecione “visualizar”, “aviso de gamut” para destacar as cores que estão fora e corrigi-las antes de enviar para a gráfica.
  • Utilizar grades para organizar as informações: Para utilizar o Novo Guia de Layout do Photoshop, acesse “visualização” e vá em “novo guia de layout”. A grade pode ser configurada no menu “editar”, “preferências”, “guias, grade e fatias”.
  • Editar camadas de texto simultaneamente: Para editar várias camadas de texto, selecione-as e use a barra lateral de camadas para mexer em todas ao mesmo tempo.
  • Colar o texto no local exato: Para manter algo copiado de uma imagem para outra, pressione “shift” quando for fazer o “ctrl+c e ctrl+v”. Assim o conteúdo não sairá da posição.
  • Simular textos: Para usar o conhecido “Lorem ipsun”, basta ir em “tipo” e em “colar lorem ipsun”, para preencher a caixa com um texto padrão.
  • Salvar arquivos mais rapidamente: Após a manipulação dos arquivos, desative a compressão de imagem para salvá-los mais rapidamente. Para fazer isso, vá em “preferências”, “arquivos” e marque “desabilitar compressão PSD e PSB”.

Você sabe usar o Google Adwords?

Quando se faz uma busca no Google, uma pequena lista com sugestões é oferecida em primeiro plano ao usuário. Esses são os resultados pagos. Os anúncios são sinalizados com uma etiqueta amarela, verde ou vermelha para indicar que não são orgânicos, mas sim selecionados.

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O Google Adwords funciona, de forma resumida, assim: o anunciante paga somente se o usuário clicar no anúncio. Os anúncios são escolhidos pelo Google por meio das palavras-chave definidas previamente na criação da campanha. A ferramenta leva em conta alguns critérios para a avaliação, incluindo o valor definido para cada clique e também a relevância do assunto. Ou seja, não basta investir R$ 100 mil e o conteúdo ser de má qualidade. É preciso aprofundar e tornar os assuntos interessantes.

A Resultados Digitais citou sete passos para colocar uma campanha efetiva no ar, são eles: checklist, brainstorm de pesquisas (escolha uma ou duas ofertas e avalie de que forma o público pesquisaria por elas), estratégia de pesquisa (defina detalhes da campanha – oferta, objetivo, meta, métricas e orçamento), palavras-chave (comece com poucas se o orçamento mensal for baixo), anúncios (elabore temas relevantes para cada grupo de anúncio, a fim de personalizar), acompanhe as conversões e publique a campanha.

Quando publicar nas redes sociais

As redes sociais evoluíram e, com elas, o modo de ficar informado sobre todos os assuntos. A pesquisa “Digital Future Focus Brazil 2015” apontou que os brasileiros gastam 650 horas por mês no mundo virtual, tornando o país líder global no quesito tempo gasto por visita nas redes.

Entre as plataformas mais acessadas estão Facebook, Instagram e Twitter. Você já deve conhecê-las, mas realmente sabe qual é o melhor momento de utilizá-las?

Confira os horários de maior acesso nas três redes:

Facebook

Segunda-feira: 11h às 12h e das 15h às 18h
Terça-feira: 11h às 12h e das 15h às 18h
Quarta-feira: 11h às 13h e das 15h às 19h
Quinta-feira: 11h às 13h e das 14h às 19h
Sexta-feira: 11h às 12h e das 14h às 18h
Sábado: 11h às 15h
Domingo: 20h às 21

Twitter

Segunda-feira: 21h às 0h
Terça-feira: 21h às 0h
Quarta-feira: 21h às 0h
Quinta-feira: 21h às 0h
Sexta-feira: 22h às 0h
Sábado: 21h às 0h
Domingo: 18h às 19h e das 23h às 0h

Instagram

Segunda-feira: 12h às 13h e das 20h às 22h
Terça-feira: 12h às 13h e das 20h às 22h
Quarta-feira: 12h às 13h e das 18h às 22h
Quinta-feira: 11h às 14h e das 20h às 22h
Sexta-feira: 11h às 14h e das 18hh às 21h
Sábado: 11h às 14h
Domingo: 12h às 16h

*Dados extraídos do Sprinklr.

A utilização do WhatsApp nos meios de comunicação

O WhatsApp, uma ferramenta de conversação informal se transforma em recurso de comunicação empresarial. Com a facilidade na palma da mão, o aplicativo também se apresenta como o meio mais eficiente, econômico e ágil entre outros aplicativos utilizados no mundo todo.

Estudos apontam que 700 milhões de pessoas usam o aplicativo para se comunicarem. A facilidade de uso se destaca no envio de mensagens de texto, mensagens de voz, links e imagens para os contatos. Uma das mais interessantes e mais utilizadas ferramentas do WhatsApp é a criação de grupos, que o torna perfeito para empresas lançar campanhas de divulgação sem limite e restrição de contatos para receber essas informações.

O que evitar:

Nem tudo no mundo virtual é maravilhoso! É preciso tomar cuidado com alguns vilões da comunicação que podem se aproveitar de conversas e compartilhamentos no WhatsApp, então atenção para estes alertas:

1. Procure apagar suas conversas: O WhatsApp não deve ser transformado em um banco de dados para arquivamento de informações. Por isso, uma das melhores proteções para quem usa o aplicativo é apagar as conversas. Com o tempo, as mensagens se acumulam e viram um prato cheio para curiosos ou pessoas mal-intencionadas.

2. Bloqueie o smartphone: Procure colocar senha de acesso no seu smartphone. A medida ajuda bastante na proteção no caso de furto do aparelho ou mesmo para acessos de curiosos. Consulte as opções no seu aparelho, elas podem ser numéricas, por reconhecimento de padrão ou biométrica.

3. Cuidado com os grupos: Grupos podem ser mais perigosos, pois como há várias pessoas reunidas, pode ter um “mal intencionado” que compartilha fotos e vídeos ilegalmente. Lembre-se de que as mensagens podem ser investigadas e incorrer em processo judicial.

4. Não receba arquivos desconhecido: Antes de fazer download de arquivos, verifique se o remetente é conhecido. E fique atento, pois as mensagens de voz aparecem automaticamente após apertar o play, dispensando o clique num link para ouvi-las. Os links podem remeter a um invasor que irá ter acesso às suas informações no smartphone.

5. Evite Wi-Fi público – Redes públicas de acesso Wi-Fi não são seguras. Isso vale para todos os tipos de aplicativos que transmitam dados pela web. Como a senha é compartilhada publicamente, o tráfego de informações fica aberto e as suas conversas podem ser acessadas.

Mensagens Eficientes

Para colocar visível o acesso ao WhatsApp da sua empresa divulgue o número no site, em anúncios patrocinados e nas mídias da empresa. Disponha de um atendimento específico para a ferramenta e monitore as mensagens, pois as mesmas são recebidas e enviadas em tempo real. Se você conseguir realizar um bom atendimento, os seus clientes serão fidelizados, afinal, na área digital todos desejam ser atendidos de forma rápida e eficiente.

A busca constante por inovar

Eu falo exatamente sobre essas questões da dificuldade que pessoas um pouco mais velhas, conservadoras ou com um mindset analógico têm de entender a possibilidade das mudanças no mundo digital.

O entusiasta das novas tecnologias Marcos Piangers, 35 anos, alia o trabalho ligado à área digital ao modo analógico de viver a vida depois do expediente. Pai de duas filhas, Anita, 10, e Aurora, 3, o catarinense de Florianópolis é formado em jornalismo e trabalha a comunicação jovem de forma transmidiática, buscando levar a mensagem de que há infinitas possibilidades no futuro tecnológico, basta estar preparado para isso.

Piangers começou a atuar em comunicação no ano de 2001 na RBS de Santa Catarina com o programa Na Pilha e, em 2002, passou a fazer parte da Rádio Atlântida. Ele também compôs a equipe da atração Patrola e do Kzuka, braço jovem da emissora. Em 2013, foi convidado a trabalhar na área de digital da Rádio Atlântida. Atualmente, é responsável pela inovação nas emissoras do Grupo RBS e coordena a área digital, de vídeo, branded content e impresso da Rede Atlântida.

Além disso, Piangers realiza palestras sobre criação e novas tecnologias desde 2013. Hoje, possui dois painéis: “Inovação: Uma Espiada no Futuro” e “Criatividade: Fora da Caixa, Dentro da Caixa”. “Estudo muito as transformações que as tecnologias estão causando na nossa sociedade e sou um defensor otimista de empreendedorismo digital”, ressalta. Confira, a seguir, uma entrevista exclusiva com Piangers.

  • Como surgiu o interesse pela tecnologia? Meu interesse por tecnologia vem desde 2001, quando eu comecei a trabalhar na RBS. Desde então, toda a minha comunicação e a minha vida profissional são voltadas para o mundo digital.
  • O estudo sobre inovação e tecnologia é constante? Eu estudo esse tema diariamente, lendo artigos e me envolvendo com players de mídia do mundo todo. Eu sempre tento entender o que eles estão fazendo, quais ferramentas estão usando e quais as tendências para a distribuição de mídia. Produção de conteúdo tem a ver com o momento que a gente está vivendo.
  • Como observa os avanços tecnológicos atuais? Durante 100 anos, construímos indústrias em cima de soluções, mas o que observamos com a chegada da internet, especialmente com o mobile, são novas soluções para problemas antigos. Normalmente, são jovens com um mindset novo, que já nasceram nesse ambiente digital e, consequentemente, possuem ideias digitais. Eu tenho 35 anos e vivi numa época em que ainda não existia internet. Veremos toda uma geração surgindo que vai trazer novas soluções, como aquela primeira que enxergou o mundo sem energia elétrica. Talvez a minha geração e a das pessoas mais velhas do que eu tenham dificuldade para entender o que a internet pode trazer de impacto. Esses jovens já têm o mindset preparado para o momento em que a internet vai mudar tudo, como já vem mudando.
  • Quais são os principais pontos da palestra “Inovação: Uma Espiada no Futuro”?
    Eu falo exatamente sobre essas questões da dificuldade que pessoas um pouco mais velhas, conservadoras ou com um mindset analógico têm de entender a possibilidade das mudanças no mundo digital, em que a distribuição é gratuita e a produção de conteúdo não está mais na mão de poucos. A gente fala muito de disruptores e controladores. Os controladores são essas indústrias estabelecidas que passaram décadas controlando e conquistando espaço. Os disruptores são indústrias muito jovens, ágeis, baratas e com um custo muito baixo de distribuição. Eles ganham tração não com a publicidade, mas com o boca a boca, porque o serviço é muito bom. Focadas no produto, são empresas que não estão nem aí para leis, regulamentações e concorrência. Elas estão ali para a conveniência do usuário. Isso faz delas players com uma vantagem muito grande em um ambiente digital que a gente vive hoje. É sobre isso que eu falo, pincelando o que a gente vai ver em um futuro muito próximo, como inteligência artificial, carros autônomos e, é claro, uma mudança completa nos controladores de mídia.
  • Você participa do The South Southwest (SXSW), um festival de inovação e tecnologia que acontece em Austin, no Texas. O que destacaria do evento? É um evento muito grande, tem cerca de 100 palestras por cada horário. Eu já assisti a palestras do Google, da área de inovação dentro do Facebook, do YouTube, do Al Gore, de chefes de estado, de cientistas e de futuristas. Eu acho importante ir a um evento desses porque, se você vai fazer um curso hoje de um ano focado no digital, provavelmente no final tudo aquilo que você aprendeu no começo mudou. Tendências de aplicativos, de wearables, ingestibles, de inteligência artificial, tudo isso muda de seis em seis meses. Toda a estratégia da sua empresa para competir com esses caras de tecnologia tem também que mudar de seis em seis meses.
  • Quanto ao mercado como um todo, é necessária uma mudança de paradigma para se adaptar ao novo mundo da tecnologia? A tecnologia está esfarelando o valor de muitas commodities. Então, você percebe o Uber, uma empresa mundial, esfarelando o valor de cooperativas de táxis. O mesmo acontece com o Facebook para a distribuição e consumo de mídia. Você vê um player mundial dominando um mercado que antes gerava muito mais emprego e oportunidades. O que a gente precisa é entender que em um futuro muito próximo existirão várias empresas fazendo a mesma coisa. Temos que entender que tecnologia e internet vão passar por todas as áreas que a gente conhece e que, certamente, muitos empregos vão desaparecer e outros vão surgir.
  • As redes sociais estão revolucionando o conceito de comunicação humana? Para onde estão nos levando? Muita gente questiona a qualidade do texto, da interação hoje em dia entre as pessoas, mas o fato é que não há como negar o valor de uma rede mundial de informação e que reúne todas as pessoas ao mesmo tempo por meio de smartphones. É importante que exista a tecnologia e que ela ande para frente. Você pode odiar smartphones e televisão, achar que tudo isso está lhe distanciando da família. Eu acho que é uma atitude muito nobre você dizer não para tudo isso para dar mais valor a sua família. É importante que as pessoas tenham cada vez mais informação e condição de lidar com informação. Eu sou a favor da democratização dos acessos aos meios de comunicação, à produção de conteúdo e à informação. Eu quero que a minha filha saiba de conteúdos, por vezes, avançados, mas é importante que estejamos muito perto das crianças para acompanhar o que elas estão lendo.
  • O uso em excesso de smartphones apresenta um contraponto: aproximar pessoas distantes, mas distanciar pessoas próximas. Como você observa isso? Eu acredito que temos o perigo de chegar a um futuro em que iremos nos comportar como aquelas pessoas retratadas no filme Wall-E, no qual a civilização sujou a Terra com poluição e lixo e, para escapar disso, foi preciso ir para uma nave onde estão gordas, olhando para os seus tablets, assistindo a filmes e tomando milk-shakes. Aquilo, na verdade, é muito próximo do que a gente já vive hoje na frente de telas o tempo todo, jogando videogames, vendo televisão, nos tablets, smartphones e, num futuro muito próximo, ainda com óculos de realidade aumentada. Teremos que nos questionar ainda mais sobre a profundidade dessa imersão na tecnologia. As inovações tecnológicas precisam ser questionadas sempre que evoluem, precisamos dar um passo atrás e é natural que tenhamos medo nesse primeiro momento da tecnologia.
  • Você observa que as marcas que possuem maior proximidade com o cliente via redes sociais possuem um desempenho melhor? Estamos ainda em um momento muito preliminar de entender as redes sociais. Ainda temos essa diferenciação de mídias digitais e mídias tradicionais e de vida virtual e vida real. O que vemos é que cada vez mais estão misturadas e precisaremos ter uma gestão de marca pessoal. A presença virtual tem de ser tratada com mais seriedade por diversas empresas. Vemos cada vez mais startups comprometidas em melhorar o acesso do consumidor comum aos profissionais melhor avaliados. Vamos observar cada vez mais engenheiros, marcas, empresas, arquitetos e médicos dentro de sistemas de avaliação, como vemos hoje avaliação para lugares com o Foursquare e de filmes com o IMDB e o Netflix.
  • Sobre a palestra “Criatividade: Fora da Caixa, Dentro da Caixa”, para você, como fazer as coisas diferentes, de forma dinâmica e inovadora dentro de empresas tradicionais? Percebemos hoje a General Motors investindo meio bilhão de dólares no Lyft, que é um concorrente do Uber, justamente pensando em daqui a dez ou 20 anos. Eles compram participações em startups muito capacitadas para o futuro para que possam se modernizar e se preparar para o que vem por aí. Do ponto de vista profissional, vemos uma ascensão da classe criativa. É cada vez mais importante as pessoas desenvolverem seu lado criativo, visto que os robôs estão tomando conta de todas as áreas mais braçais. Esse é um assunto que vem desde a Revolução Industrial, naquela época em que as máquinas começaram a tomar conta disso. Muitas pessoas foram contra as máquinas, eram os chamados ludistas, e a gente vê hoje em dia os ludistas digitais, pessoas que acreditam que os robôs, a inteligência artificial, as máquinas e as redes sociais vão roubar muitos empregos e acabar com o ganha-pão de muitas famílias. Historicamente, as pessoas mais criativas e os empreendedores conseguem sempre achar caminhos para evitar que as máquinas acabem com a indústria econômica. Há previsão de que a inteligência artificial ultrapasse a inteligência humana em 50 anos.
  • Você tem “gurus” ou referências em relação à criatividade e à inovação? Eu gosto muito do Astro Teller, que comanda a área de inovação do Google; do Elon Musk, empreendedor serial que fez o Paypal e a Tesla e é muito bom na forma de analisar o mercado e olhar para o futuro; do Peter Thiel, um dos primeiros investidores do Facebook; do Gary Vaynerchuk, que do ponto de vista de mídia consegue prever o que vai acontecer muito bem; do Nicholas Negroponte, futurista muito interessante; e do Peter Diamandis, fundador da Singularity, uma escola de inovação do Google em parceria com a Nasa.
  • Como você se vê daqui a 10 anos? Daqui a dez anos eu gostaria muito de ter a experiência de morar fora do Brasil, porque eu tenho muito medo da violência que a gente vive hoje aqui. Gostaria muito de que pessoas como eu, que usam seu esforço criativo e impacto econômico para ajudar outras instituições, pudessem fazer a diferença aqui. Infelizmente, o que eu vejo é que vivemos em um país que tem um funcionamento crônico muito equivocado, de corrupção crônica e de deseducação generalizada. Isso me deixa muito triste. Eu gostaria muito de morar fora do país e dar essa oportunidade para minhas filhas.

O papai é Pop

Marcos Piangers lançou em 2015 o best-seller “O Papai é Pop”, livro que já vendeu mais de 50 mil exemplares e fala sobre a sua maior paixão: ser pai. Piangers cresceu somente com a presença da mãe, o que o apresentou um ponto de vista feminino do mundo e influenciou a escrita do livro. Além disso, foi inspiração o convívio diário com a esposa e suas duas filhas. Apesar de viver cercado de tecnologia, Piangers abriu mão de se manter conectado em casa. Ele disse não ter videogames ou tablets e mantém as filhas distantes do computador, pois isso “tiraria tempo de qualidade” entre a família. A seguir, ele aborda o sucesso alcançado com o livro.

  • Como foi a repercussão do lançamento do livro na sua vida? Como impactou na sua relação com as suas filhas? Nós temos tentado levar as coisas do jeito mais simples possível. Eu tento manter as meninas longe da internet porque pode ser um ambiente bastante nocivo, seja por comentários de pessoas muito malvadas, seja por pessoas que interpretam mal ou que podem de alguma forma chegar nelas de maneira violenta. Ao mesmo tempo, eu sei que é impossível proteger de tudo e tento sempre conversar para entender qual é a visão delas a respeito de tudo isso que está acontecendo. Com muita conversa a gente tenta evoluir.
  • Como você imagina que estará inserida a tecnologia nas relações humanas quando suas filhas estiverem com a sua idade? Eu acredito muito que elas não dirigirão carros, vão poder chamar um Uber ou um Lyft – que trará um carro autônomo. Esse carro a deixará aonde quer que ela esteja ou queira ir de forma segura. Acho que cada um dos carros vai ter uma característica, será possível chamar um carro específico para assistir à televisão, para receber uma massagem, para ouvir rádio ou ter algum tipo de experiência gastronômica. Acredito que vamos ter a inteligência artificial muito evoluída. As máquinas nos ajudando muito a fazer as tarefas do dia a dia. Penso que perderão valor os locais, as fronteiras e que veremos cada vez mais empresas globais atuando. Isso vai fazer com que precisamos ter leis e regulamentação globais. Acredito que a tecnologia vai ganhar cada vez mais força e, quando minhas filhas tiverem 35 anos, a minha idade, eu espero do fundo do meu coração que elas vivam numa sociedade mais igualitária, com igualdade de gênero, de raça e com mais oportunidade para as pessoas que hoje têm poucas ou sofrem algum tipo de preconceito social.

Foto: Cláudio Fonseca.

Matéria produzida pela Stampa e publicada na edição 5 da revista 360° da AMPR Incorporadora.

Como tornar o conteúdo técnico atrativo

A produção de uma publicação com conteúdo técnico, como catálogos de produtos ou revistas para um setor específico, é um desafio. Como tornar atraente sem perder o foco? É possível chamar a atenção do leitor mesmo quando a temática é extremamente técnica? Sim, é possível, e o Blog da Stampa vai mostrar o caminho.

Identifique o público-alvo

Qual é o público que eu quero atingir com essa revista/manual/catálogo? São pessoas do setor? É para o público final? A partir daí, pode-se analisar qual linguagem utilizar e também a melhor abordagem no design. Não adianta fazer um infográfico com números se o leitor for leigo. É preciso explicar as informações e adaptar o projeto. Por exemplo: para um determinado público-alvo, é melhor demonstrar dados por meio de gráficos de pizza ou barra. Enquanto para outro público, é recomendável utilizar tabelas. Depende da linguagem técnica de cada setor.

Clareza e objetividade no texto

O conteúdo precisa ser claro e objetivo, pois não é uma revista literária ou com conteúdo jornalístico. Em geral, as publicações técnicas abordam especificações de produtos ou serviços, então é fundamental ficar atento aos dados e organizá-los da maneira mais coerente possível. É necessário entender bem do segmento do cliente para organizar o conteúdo visando sempre uma experiência agradável ao leitor final do catálogo.

Revisão atenta

O revisor precisa ficar atento a todos os detalhes do conteúdo. Assim como em qualquer outra publicação, é essencial evitar erros, seja na confusão de números ou na troca de informações. Lembre-se, o público que irá receber o material ou é muito especializado ou é totalmente leigo. Em ambos os casos, os prejuízos serão grandes se os dados forem omitidos ou equivocados.

Diagramação atraente, mas com o padrão do cliente

Na mesa do designer, o briefing correto é fundamental para auxiliar na execução do trabalho.  Se já for cliente antigo, provavelmente a equipe terá o know-how para criar, mas, se o job for novo, é preciso seguir o mesmo padrão já realizado pela empresa ou entender a solicitação do cliente. O designer precisa ter uma visão ampla do estilo de design da identidade visual do cliente e preservar a unidade visual da marca. Em revistas ou catálogos, a linguagem informal não é a melhor opção, visto que envolve a apresentação de produtos ou serviços. Você não gostaria de receber o catálogo da sua nova televisão cheio de cores, fontes brincalhonas e flores, certo? O cliente também não.

Em busca da capa perfeita

A escolha da capa é desafiadora. Como tornar uma publicação tão específica e complexa atraente? A equipe do design precisa incorporar o melhor ângulo do produto ou serviço, a melhor apresentação e a imagem ideal, tudo sem perder o estilo do cliente. A dica é enviar diversas opções, dessa forma, mostra que você está disposto a encontrar a capa perfeita.

Conteúdo e forma alinhados

A Stampa é reconhecida pela excelência na realização dos trabalhos. No caso das publicações técnicas, revisa e editora a Conselho em Revista, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA-RS), a Revista Cremers, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), e os catálogos da Massey Ferguson, Valtra, Challenger, Kepler Weber e Vipal.

Praticidade, economia e tecnologia são destaques na Sulgás Natural

A nova edição da Revista Sulgás Natural, da Sulgás, apresenta o melhor do inverno na matéria sobre o uso de lareiras a gás e destaques como a ampliação do Shopping Iguatemi, a Casa Cor, geração e cogeração de energia e testes com o GNVerde.

A matéria de capa da publicação produzida pela Stampa mostra os benefícios da utilização de lareiras aquecidas a Gás Natural como opção para escapar do frio. Um equipamento do tipo consome até 60% menos energia elétrica que o ar-condicionado.

Outra pauta da edição é a expansão do Shopping Iguatemi, que foi inaugurada em abril com a expectativa de ampliar em 30% o fluxo de visitantes. A Sulgás também aumentou o atendimento no shopping, abastecendo 20 novas lojas com Gás Natural.

Tendo em vista a preservação ambiental, a revista apresenta a parceria entre a Sulgás e a Univates que desenvolve testes com o GNVerde (biometano), formado a partir da decomposição de resíduos orgânicos. O energético é uma alternativa de combustível renovável.

O fornecimento de GN para abastecimento de lareiras, geradores de energia e aquecedores na Casa Cor 2016 também é destaque da publicação. A Sulgás é patrocinadora oficial da mostra de arquitetura e decoração, que acontece de 28 de junho a 21 de agosto e festeja seus 25 anos com o tom de celebração.

Confira a edição virtual da Sulgás Natural aqui.